segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Plantonista desaparece e deixa pacientes na mão no HM de Itapira

Mais uma vez o Pronto Socorro do Hospital Municipal foi palco de demora no atendimento, reclamações e muito sofrimento para dezenas de pessoas que se dirigiram até o local na última terça-feira, no período noturno. Por volta das 19h40 a reportagem do Gazeta foi acionada pelo vereador Carlinhos Sartori, que naquele momento estava no Hospital Municipal. No HM crianças e idosos enfermos encaravam o frio e aguardavam pela chegada de algum médico.
“Eu vim visitar uma amiga e na saída algumas pessoas me abordaram e reclamaram da demora. Havia mais de uma hora que ninguém era chamado. Quando falei com a recepcionista fui informado que o médico vinha de Minas Gerais e que estava atrasado, mas que logo o atendimento seria retomado”, contou Sartori. O vereador questionou se não era o caso do médico que saiu às 19h00 aguardar a chegada do outro profissional para depois ir embora: “isso é uma vergonha, como pode o Pronto Socorro ficar sem médico, se o outro não chegou, o que estava no posto que aguarde, ninguém está aqui pra passear e emergências não esperam a chegada de médico. Mais uma vez é o povo de nossa cidade que sofre, quando isso vai parar, quando o povo voltará a ser tratado com respeito”?, questionou Sartori.
Fernando Moreira, que estava atrás de atendimento para seus dois filhos, resumiu bem a indignação de todos que estavam no HM: “eu estou aqui com duas crianças e faz mais de uma hora e meia que ninguém é chamado. Tem uma senhora lá dentro que faz um tempão que está aguardando. O povo está revoltado porque todo dia a gente escuta a mesma história, são horas de espera, agora não ter nem médico pra atender aí é vergonhoso”, protestou.

Paciente reclama que faltou até termômetro em atendimento no Hospital de Itapira

Queixas com relação ao atendimento médico não são exatamente uma novidade e geralmente versam sobre suposto descaso. Uma reclamação feita para a reportagem de A Cidade, sobre o atendimento no plantão do Hospital Municipal possui estes ingredientes, mas um detalhe nas declarações feitas pelo vigilante Dênis Kléber de Almeida, de 33 anos, chamou a atenção pelo ineditismo. Ele assegurou que durante atendimento que recebeu na tarde da última quarta-feira não havia no plantão um termômetro para medir sua temperatura. “A enfermeira me disse que não poderia tirar minha temperatura porque não tinha termômetro” garantiu.
 
Seus problemas começaram no meio da tarde quando se sentiu mal. Contou que apresentava sintomas como pressão baixa, febre alta e dores lombares. Dirigiu-se ao Hospital Municipal, onde o médico de plantão, conforme acusou, não o examinou como de praxe. “Ele não tocou a mão em mim. Conversava comigo sem se dirigir os olhos para mim, olhando fixamente para a mesa. Depois me mandou de volta para a enfermagem para que fosse tirada a pressão e a temperatura. Foi quando fui informado do problema com o termômetro. De volta para a sala de consulta ele olhou para mim e disse que eu estava com um princípio de torcicolo e me receitou o medicamento voltarem. Eu, incrédulo, tentei argumentar a ele que já tinha tido torcicolo antes e que o que eu estava sentindo não guardava nenhuma relação com torcicolo. Mas ele me dispensou e fui embora. À noite, enquanto trabalhava, meu estado piorou. Voltei para o plantão do Pronto Socorro e fui atendido por uma profissional. Esta determinou além de examinar o quadro febril e pressão arterial (não houve desta feita problema com a falta de termômetro)  que passasse por um exame de eletrocardiograma e um Raio X dos pulmões. Foi detectado que eu estava com arritmia cardíaca e  a médica diagnosticou meu caso como sendo  pneumonia” , relatou o vigilante.
 
Ele afirmou ainda que tomou a iniciativa de tornar público este fato para “evitar que outras pessoas passem pelos mesmos transtornos”. 
Jornal A Cidade.


No hospital municipal de Itapira, onde está o médico ?

Alguns pacientes que procuraram o pronto socorro de atendimento do Hospital Municipal de Itapira, fizeram e fazem esta pergunta.
A cidade que registra uma epidemia de dengue, também registra um descaso na saúde pública. Alguns pacientes se queixam de aguardar mais de três horas para ser atendidos, enquanto doutores passeiam pelos corredores ou ficam de papo com outros funcionários.

Os episódios de descaso são constantes, mas nós tivemos o desprazer de presenciar uma situação calamitosa dessas. Ao socorrer um paciente com fortes dores de cabeça e suspeita de dengue, nos deparamos com pacientes se contorcendo de dor na recepção daquele hospital, sem que nada fosse feito para ajudar estas pobres vitimas de problemas de saúde e do descaso e despreparo dos que deveriam estar ali para os ajudar.

Indignados, procuramos a recepção para saber o que estava ocorrendo e, fomos informados que já haviam comunicado a enfermagem; Enfermeiro este que, após saber de nossa presença, se dirigiu até nós com arrogância, numa tentativa vã de coação e "carteirada". Indagado sobre a demora, o mesmo informou que haviam varias 'intercorrências', tentou justificar o mal atendimento a um morador de Mogi Mirim que estava na cidade alegando que "era de outra localidade" como se não houvesse a obrigação em atende-lo. Sobre os médicos ele omitiu a informação e se negou em passar o nome dos clínicos que deveriam estar atendendo.

Talvez a epidemia que assola o municipio seja explicado pelo descaso e despreparo dos profissionais de saúde.